No centro da política de alimentação escolar, está a valorização da cultura alimentar regional e dos saberes tradicionais do campo. A coordenadora de Alimentação Escolar da SED, Adriana Rossato, reforça o impacto dessa política pública:
“A agricultura familiar aproxima o estudante da verdadeira alimentação saudável: aquilo que é produzido na sua região, respeitando a cultura local e os saberes do território. Em muitos casos, quem produz os alimentos são pais de alunos. É um ciclo poderoso: a família produz, a escola compra e os estudantes se alimentam com aquilo que nasce no próprio município. É inclusão, saúde, renda e identidade”, afirma.
Cardápios planejados e impacto na aprendizagem
As escolas recebem semanalmente frutas, hortaliças, legumes, raízes, pães e outros alimentos frescos que compõem cardápios planejados por nutricionistas, respeitando sazonalidade, idade dos estudantes, hábitos regionais e legislação sanitária. O resultado é uma alimentação mais saudável, variada e culturalmente adequada.
Diferente de ações pontuais, a compra da agricultura familiar é um processo contínuo: todas as semanas, escolas recebem alimentos diretamente dos produtores locais, fortalecendo vínculos e garantindo qualidade nutricional.
Para o secretário de Estado de Educação, Hélio Daher, esse movimento representa uma política sólida, transformadora e permanente.
“Quando a escola compra da agricultura familiar, ela não está apenas adquirindo alimentos. Ela está apoiando famílias, fortalecendo comunidades, valorizando a produção local e garantindo que nossos estudantes recebam comida fresca e de qualidade todas as semanas. É uma política que movimenta a economia regional e transforma realidades no campo e na escola. A agricultura familiar é um patrimônio do nosso Estado, e nós temos orgulho de colocá-la no centro da alimentação escolar”, destaca.