O presidente do Hospital Dona Elmíria Silvério Barbosa, Jacob Breure conversou com a Imprensa ao chegar na Delegacia de Polícia Civil de Sidrolândia e se mostrou tranquilo.
Questionado sobre a prisão preventiva, Jacob disse que todos os esclarecimentos serão divulgados em breve e destacou que sua atuação a frente do Hospital sempre foi transparente e correta e que todos os investimentos feitos no hospital ocorreram de forma legal.
Ele afirmou ainda que a investigação é normal quando envolve grandes volumes de recursos públicos, “vocês podem ficar tranquilos, não devemos nada e tudo será esclarecido, graças a Deus a gente é do bem e estou com a alma limpa, se tiver algo que aconteceu, não foi da nossa parte”, finalizou ele.
A operação - O GECOC (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e a 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia deflagraram, nesta quarta-feira (7), a 2ª fase da Operação Dirty Pix para investigar o desvio de recursos do Hospital Municipal Dona Elmíria Silvério Barbosa. Foram presos preventivamente o presidente da instituição, Jacob Breure, o ex-assessor do deputado estadual Paulo Correa, Júlio César Alves da Silva, e a policial civil Cris Rosa Gomes de Carvalho.
Promotores e policiais militares cumpriram 25 mandados de busca e apreensão. Um dos alvos foi Nivaldo Thiago Filho de Souza, chefe de gabinete do conselheiro Sérgio de Paula, no Tribunal de Contas do Estado. Ele já é réu por homicídio e apelou ao Tribunal de Justiça para se livrar do júri popular.
Os mandados de busca e apreensão são cumpridos em Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria. A investigação é continuidade da Operação Dirty Pix, deflagrada em novembro do ano passado, para apurar o desvio de mais de R$ 5 milhões na aquisição de um aparelho de ressonância magnética que foi esclarecido pela direção do Hospital na primeira fase da operação. Agora, o MPE diz que houve desvios de recursos em outros convênios celebrados pela instituição e usando o mesmo modus operandi.
Jacob nega que há irregularidades de sua parte. “Não tenho nada a esconder, fazemos tudo dentro da legalidade, tenho minha consciência tranquila, quem me conhece sabe a forma como conduzimos o Hospital e a transformação que a nossa equipe fez garantindo melhorias efetivas na estrutura e no atendimento para nossa comunidade. Temos uma ótima equipe jurídica, administrativa e contábil e tudo é feito de forma correta dentro da legalidade”, disse.
Ainda de acordo com o MPE, os elementos colhidos até o momento, mostram que o esquema investigado atingiu recursos públicos destinados à aquisição de equipamentos e materiais hospitalares, de unidade de terapia intensiva (UTI) móvel, bem como à execução de obras de reforma do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, cujos valores ultrapassam R$ 18 milhões.