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Preso na operação “Buraco sem fim”, chefe da Agesul é demitido pelo governo do estado

A permanência dele na presidência da Agesul passou a ser considerada insustentável politicamente após a operação, que já resultou em sete prisões e cumprimento de mandados de busca e apreensão

Redação - Noticidade
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Preso na operação “Buraco sem fim”, chefe da Agesul é demitido pelo governo do estado

Antes de anunciar a demissão, a Seilog disse que Rudi presta esclarecimentos sobre sua atuação anterior na Secretaria de Obras da Capital. (Foto: Reprodução redes sociais)

Rudi Fiorese foi demitido do comando da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), a decisão do governo do estado ocorreu após a prisão do engenheiro durante operação deflagrada nesta terça-feira (12) pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), braço do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).

O ato de exoneração deve ser publicado na edição desta quarta-feira (13) do DOE (Diário Oficial do Estado). Fiorese foi preso na condição de ex-secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande. Ele é investigado em apuração sobre contratos de tapa-buracos e manutenção de vias urbanas firmados a partir de 2018, durante o período em que comandou a Sisep.

A permanência dele na presidência da Agesul passou a ser considerada insustentável politicamente após a operação, que já resultou em sete prisões e cumprimento de mandados de busca e apreensão em setores ligados à manutenção viária da Capital.

Fiorese havia assumido a direção da agência em fevereiro deste ano. O órgão é responsável pela execução e fiscalização de obras públicas estratégicas do governo estadual, incluindo rodovias, pontes, drenagem e infraestrutura urbana.

A Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística) disse que tomou conhecimento da operação, e reforça que Rudi presta esclarecimentos sobre sua atuação anterior na Secretaria de Obras da Capital, período ao qual a investigação se restringe. "A Seilog esclarece que tomou conhecimento da operação, que apura contratos do Município de Campo Grande, e que não é alvo da investigação. A Seilog acompanha o desenrolar da investigação, e está comprometida em adotar todas as medidas necessárias para garantir a lisura e transparência na administração pública", informou o governo em nota.

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